Gestação de autoflorescentes
Até há pouco tempo, as variedades auto-florescentes careciam de sabor e aroma, o que levava muitos cultivadores a
não se inclinarem por essa opção. A partir das primeiras auto- florescentes comerciais foram criadas novas linhas, mais produtivas, saborosas e potentes. Estas novas auto-florescentes melhorada são aquilo a que chamamos de segunda geração.
Processo de gestação de auto-florescentes
São necessárias 6 gerações para criar uma nova variedade auto-florescente, feminizada, e estável. Começaremos pela origem, usando uma genética auto-florescente e outra que não tem esta característica na sua genética, mas que queremos incorporar à nova linha (como, por exemplo, sabor, produção, resistência, etc.). Faz-se uma primeira geração.
O resultado da primeira fase é um híbrido que ainda não é auto-florescente, mas já contém na sua genética o gene recessivo da auto-floração, ou seja, a capacidade de auto-floração já está incorporada no seu código genético, mas ainda não se manifesta ativamente.
Com a segunda geração, selecciona-se os cruzamentos entre os melhores machos e fêmeas que obtivemos com a primeira hibridação, obtendo novamente sementes que ainda não manifestam a capacidade auto-florescente.
Necessitamos avançar para uma terceira geração para obter até 25% de sementes auto-florescentes e assim sucessivamente até que aproximadamente 70% das sementes já são 70% auto-florescentes como resultado da quarta, ou ciclo de vida, e normalmente arredonda-se até chegar os 100% numa quinta fase de cruzamento e selecção final.
Assim sendo, necessitamos 5 fases completas de trabalho para obter sementes de uma nova linha de auto-florescentes. Neste processo, a chave é selecção, o que implica muitas horas de observação e estudo detalhado das plantas. Selecionar as melhores características é, por vezes, um golpe de intuição e sorte, mas fazê-lo bem feito requer anos de experiência e estudo especializado de botânica da cannabis. Desta maneira, conseguimos detectar as características genéticas que queremos que se fixem na nova variedade. Se queremos melhorar o sabor, a presença e a forma das cabeças, ou aumentar a psicoatividade, teremos que ir apurando o engenho durante estas cinco fases de trabalho.
Deste processo resultam sementes que incorporam tanto a capacidade 100% auto-florescente com as melhores características híbridas da nossa selecção. Se, para lá disto, queremos que estas sementes sejam feminizadas, necessitaremos uma sexta fase de trabalho adicional. Provaremos, claro, o que obtivemos do nosso trabalho antes de o mostrar a quem quer que seja. Para tal, necessitaremos de outro ciclo completo de vida, para saber de antemão se o resultado se aproxima do que procurávamos.
Fonte: www.a-folha.com